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Educação Financeira Infantil

 

“Carol, meu filho tem só quatro anos… não é muito cedo para falar de dinheiro com ele?” – crianças de 3 a 5 anos.

Texto Carol Stange

 

Nunca é muito cedo! Logicamente cada idade tem uma forma mais indicada de abordar o assunto, mas dinheiro faz parte da nossa vida – e uma parte importante, aliás. Então porque não falar sobre dinheiro com seu filho?

Às vezes ouço algumas mães dizendo sobre seus filhos abaixo de seis anos: “ele é muito novo para saber coisas de adulto”, ou “coitada, não precisa saber ainda se é caro ou barato”. Eu digo que precisa, sim.

A criança precisa saber sim o que é caro ou barato (de acordo com o modelo familiar) e receber pinceladas de conhecimento do mundo financeiro dos adultos. Isso quer dizer que devemos explicar à criança que é preciso trabalhar para ter dinheiro, que é preciso poupar para comprar aquilo que desejamos de maior valor, que dinheiro merece respeito e cuidado. Nessa faixa etária, não tem o menor sentido sufocar a criança com a crise econômica brasileira ou explicar a diferença entre Poupança e Fundos de Investimentos.

Outra sugestão que dou para pais de pequenos é a inclusão deles no planejamento do orçamento familiar, já que diz respeito ao “mundinho” em que eles vivem e fazem parte. Pedir à criança pequena verificar se seu shampoo, por exemplo, já está acabando para planejar a compra de um novo frasco já mostra a ela a necessidade de planejamento financeiro. Além de mostrar que nada é infinito, portanto é preciso cuidar, não desperdiçar, etc. Um assunto leva naturalmente ao outro!

É assim, mostrando de uma forma leve e colaborativa que dinheiro existe, é bom e devemos conquistá-lo que iniciamos a criança, dessa faixa etária, na arte da Educação Financeira.

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