Alimentação

AMAMENTAÇÃO – IMPORTÂNCIA E RELATO DE CASO

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A amamentação é um dos assuntos mais comentados no meio da maternidade. É também o que tem mais duvidas.
Todos nós sabemos que nosso leite é de extrema importância para os pequenos, e que não há substituto à sua altura, mas é sempre bom lembrar e reforçar o por que de tantas campanhas, tantos centros de ajuda e tanto incentivo para que façamos da amamentação nossa primeira opção.
Nem sempre é fácil, principalmente no primeiro mês. Lembro de ficar lendo os benefícios para que eu não desistisse diante das dificuldades. 
É valido lembrar que há quem não consiga, e que não cabe a nós julgarmos essa mãe. Alias, esse é outro assunto abordo no meu blog Maratona Materna – MaMa.

Segundo a OMS, o leite materno contém todos os nutrientes que seu bebê necessita para ser saudável, como gordura, açúcar, vitaminas, proteína e água, além de conter elementos que são impossíveis de embutir nos leites adaptados, como anticorpos e glóbulos brancos. Com isso, na amamentação, protegemos os bebês de várias doenças e infecções, otites, alergias, vômitos, diarreias, pneumonias, bronquiolites e meningites. Além de melhorar o desenvolvimento mental, ser facilmente digerido, estabelecer uma ligação emocional precoce e forte, o leite melhora a formação da boca e do alinhamento dos dentes.

Durante o ensaio Newborn – Foto: Isa Silvano
Também é importante listar os benefícios para a mãe, que se sente mais segura e menos ansiosa, auxilia no retorno mais rápido do peso anterior à gravidez, auxilia o útero a voltar ao tamanho normal mais depressa, o sangramento pós parto tem menos durabilidade, protege do cancro no ovário e mama, osteoporose, anemia, etc. E, claro, é mais pratico, você não precisa ficar, a cada hora que o bebe termina de mamar esterilizar tudo, ou então fazer mamadeiras na madrugada!
Fora a economia, né gente? Se multiplicarmos o preço da lata do leite em pó pela quantidade que a criança vai ingerir ao longo da vida, e ainda somadas as mamadeiras e bicos, temos um valor gigantesco.
Gostaria de compartilhar com vocês o meu caso. Estou há 12 meses amamentando meu filho. Hoje tiro de letra e as pessoas vêem e sabem disso, mas o início não foi bem assim…
 
Quando JP nasceu, não quis saber do meu peito. As enfermeiras entravam a cada 2 ou 3 horas no quarto para me ‘ajudar’ a colocá-lo para mamar, sem sucesso! Não bastasse meu filho rejeitando meu seio, ainda ouvia comentários “Ah! O bico dela é plano, ele não vai pegar!”, “Ixi mãe, se ele não mamar terá hipoglicemia, e as consequências são horríveis!!” (Ele foi levado para fazer o teste 3 vezes!!), “Olha mãe, a pediatra pediu que desse o complemento, às vezes é melhor!” – e não importava quem estava no quarto! 
Desesperei!! Meu marido viu, minhas tias viram, minha mãe viu e não aguentou, chamou a enfermeira chefe para conversar!! Eu só chorava, aquele tanto de hormônio, misturado com a frustração e aquelas frases ‘animadoras’, aí que meu filho não ia mamar mesmo comigo naquele estado!
Durante o ensaio Newborn – Foto: Isa Silvano


Meu marido disse – “Vamos tentar só nós, se não conseguir, não tem problema, você leu, se informou, sabe como fazer… agora não precisa de ninguém pra piorar isso!”
E às 4:45 do dia 31/08/2016, JP mamou! Não vou saber nem conseguir descrever o que senti! Um misto de sensações absurdas!! 
Mas era só o começo. Fomos pra casa e meus bicos começaram a rachar, sangraram… Doía quando JP não mamava e quando mamava, era insuportável! 
O Gabriel me ajudava em tudo, mas na hora que o bebê ia fazer a pega, saia de perto, não conseguia me ver chorando de dor para amamentar nosso filho!
A produção aumentou… e com ela a inflamação, mais dor (agora nas costas, pescoço, embaixo dos braços), febre, pressão baixa, mal estar, vomitei, vomitei de novo… outra queda de pressão. Hospital!
Antibióticos, anti-inflamatório, compressa, repouso, esgotar o seio (as bombas deveriam ser proibidas pela OMS, como machucam !!!). E pomada!! (Santa @lansinoh) 
Ouvi que não precisava passar por aquilo, que existem substituições ótimas, que eu estava sofrendo à toa, que eu não podia amamentar com as medicações ou febre, ou com o peito sangrando! TUDO MENTIRA!! 
Eu precisava sim passar por isso porque o MEU leite é o MELHOR para o MEU BEBÊ! (Estabeleci um limite de ‘sofrimento’, mas nunca cheguei nele, se cheguei, minha consciência não me deixou desistir!!) Meu ‘sofrimento’ não era à toa, e SIM eu podia amamentar com febre, sangue, ATB, AI (desde que indicados para não prejudicar o alimento do bebê, claro!)
AS ÚNICAS palavras que me agarrei foram das pessoas que me abraçavam e diziam “É difícil, eu sei, mas isso vai passar, e você nem vai perceber, nem vai se lembrar de toda essa dor!!” – e é verdade!!!
E, de repente, passou! Quando percebi meus seios cicatrizaram, a febre passou, as dores também!

A sensação de ter conseguido é indescritível, principalmente por saber que meu filho teve a melhor alimentação que pude oferecer!
Editado: Seguimos na amamentação por aqui, a 1 ano e 2 meses!!

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